Projeto da Consorte
 
 

Oferecer ciclos de palestras sobre temas

a) De alta relevância para o enquadramento do cidadão no mundo contemporâneo.

b) De crucial importância para determinadas categorias profissionais.

Temas estes cujo conteúdo e formato o mercado não disponibiliza ou o faz de forma inadequada.

Dois segmentos distintos

* Orientação.

* Treinamentos(específicos).

 
 
Orientação
 
 

 

Envolve temas sobre os quais a Consorte parte das seguintes premissas:

1) Contemplam áreas de conhencimento fundamentais para que o cidadão possa compreender melhor a sociedade moderna e desta forma na mesma se inserir mais adequadamente num sentido amplo, isto é com vistas à realização profissional, financeira, existencial etc...

2) Tais conhencimentos são inerentemente difíceis e desagradáveis de serem aprendidos, devido ao desajuste entre a formatação primitiva de nossa mente e as exigências cognitivas do conhencimento científico e tecnológico.

3) Tais conhecimentos são ensinados a partir de currículos e programas oficiais de ensino inadequados, sob pelo menos dois aspectos:

- Não há seletividade entre os tópicos que são bem mais e os que são bem menos úteis e instrumentais à boa inserção do indivíduo no mundo moderno.

- Exige-se uma ingestão excessiva de conhencimentos que só muito raramente (no caso de hiperdotados) podem ser retidos a longo prazo e utilizados no enfrentar dos desafios cotidianos.

Orientação

Breve lista de fortes candidatos a tema:

* Tópicos específicos de matemática.
* Noções de probabilidade e de estatística.
* Princípios de economia.
* Capítulos específicos da biologia (genética,ecologia,evolução).
* Fundamentos da biologia evolucionista.
* Noções de nutrição.
* Diversos ramos das ciências cognitivas .

Orientação

Desajuste entre os objetivos para os quais nossas faculdades mentais evoluíram(no sentido darwiniano do termo) e os objetivos a serviço dos quais nós as colocamos.

*As crianças não precisam de escola para aprender a caminhar,falar,reconhecer objetos, fazer amigos e lembrar-se da personalidade deles, desejar e saber como adquirir status e ostentar habilidades e talentos.

*Do ponto de vista cognitivo as atividades acima são muito mais difíceis do que aprender a ler, somar e lembrar-se de datas históricas.

*No entanto, a escola é necessária para propiciar o aprendizado da linguagem escrita, aritmética e ciências porque estas bagagens de conhecimentos e habilidades foram inventadas muito recentemente (em relação à historia do homo sapiens) não tendo havido tempo suficiente para que a evolução desenvolvesse na espécie mecanismos, inclinação e motivação para aquisição fácil de tais bagagens .
*Cronologia da evolução humana nos últimos cinco milhões de anos,comprimida em um ano-calendário:

imagine-se no dia 31 de dezembro:

- 06:00 horas: inicio da domesticação de animais e plantas.
- 15:00 horas: aparecimento das cidades.
- 23:40 horas: início da era industrial

- A escrita começou oito mil anos atrás.
- A Matemática há cinco mil anos.
- Frações decimais tem cerca de 400 anos.
- Cálculo tem cerca de 300 anos

*Portanto, não possuindo direta e automaticamente as ferramentas mentais adequadas para a assimilação e conhecimento do mundo da ciência e da tecnologia, temos que ser submetidos ao processo educacional que acima de tudo visa compensar nossa natural inaptidão e falta de propensão para tais conhecimentos.

*O processo tende a não ser tão fácil e agradável pois trata-se não somente de injetar fatos e técnicas evolucionariamente novas como também de desativar ¨vícios primitivos¨ de pensamento e raciocínio.

*Em síntese, as coisas que aprendemos na escola utilizam módulos mentais de raciocínio e aprendizado que evoluíram durante nossa longa pré-história para outros propósitos.

Orientação

Inadequação dos currículos e programas de ensino oficial.

*Com base no que já explicamos até agora fica obvia a implicação de que a política educacional de qualquer país deveria dar prioridade aos tópicos mais relevantes para superar as dificuldades naturais dos seres humanos na assimilação dos aqui chamados conhecimentos fundamentais.


*Steven PINKER professor de psicologia e diretor do centro de neurociência cognitiva do M.I.T afirma em seu livro ¨ The blank slate¨ :---¨ Não importa quão valiosa uma matéria possa ser, há apenas vinte e quatro horas num dia e a decisão de ensinar uma matéria é também a decisão de não ensinar uma outra. A questão não é se trigonometria é importante, mas se é mais importante do que estatística; nem se uma pessoa escolarizada deveria conhecer os clássicos, mas se é mais importante para uma pessoa escolarizada conhecer os clássicos do que conhecer os fundamentos da economia.¨(pagina 236). Em outro trecho do mesmo livro, o citado autor afirma : ¨Infelizmente a maioria dos currículos pouco mudou desde os tempos medievais e dificilmente poderão mudar.¨(pagina 235)

Orientação

*Trechos extraidos do artigo ¨Vestibulares indigestos¨ de autoria de Cláudio de Moura Castro, publicado na página ¨ponto de vista¨da revista ¨VEJA¨ de 05 de março de 2003:

¨A tendência das instituições públicas é lotear o vestibular para os professores das disciplinas correspondentes. Estes decidem o que entra, baseado no que gostariam que chegassem sabendo os alunos que irão para seus departamentos. Quando juntamos tudo, temos um banquete de assuntos e perguntas que, de tão lauto e pesado, vai dar indigestão nos candidatos. Talvez a necessidade da seleção de uns poucos que irão para os cursos mais competitivos requeira tantos fatos e minudências, para triar os melhores . Os candidatos de áreas menos competitivas, os candidatos reprovados e os alunos que nem sequer prestam vestibular serão vitimas do empenho dos fabricantes de vestibular em incluir um volume exagerado de informações, cuja intenção seria afinar mais a capacidade de discriminação da prova no topo da distribuição de candidatos. Ou seja, cria-se uma horrenda distorção no ensino médio para refinar a seleção de um grupelho de candidatos de elite. Os alunos do ensino médio não são capazes de dominar tudo o que se pede nem de decorar tudo o que está no currículo. Esse é simplesmente um vestibular para gênios. Mas, no esforço patético de preparar estudantes cobrindo todo o território curricular, deita-se água no feijão. A educação fica rala, perde profundidade. Ensina-se demais; por isso, aprende-se de menos. Curto e grosso, o vestibular das escolas públicas é um dos grandes culpados pela fragilidade de nosso ensino médio, pois a sobrecarga curricular é imposta às escolas de elite, e as outras a copiam.¨

Com todas as reformas que estão no ar, quem sabe se obrigássemos os reitores a prestar vestibular e, no dia seguinte, publicássemos no jornal suas notas? Provavalmente, os magníficos cuidariam de fazer incluir no vestibular apenas aqueles conhecimentos que, ao longo do tempo, serviram a sua carreira (por exemplo, ler, escrever, pensar etc...). Em contraste, gostariam de ver subtraído tudo aquilo que esqueceram com o passar do tempo, por total falta de serventia.

Orientação

Comentarios finais:

*É intrigante a persistência de inadequações no mundo

- A economia do qwerty.
- A resistência às mudanças : mão esquerda na Grã-Bretanha e reformas previdenciárias.
- No caso dos currículos : inflexibilidade institucional, proteção de interesses, receio de ¨discriminar¨ matérias, etc.....

*No entanto é flagrante a necessidade de se adequar os currículos e programas escolares às exigências do mundo moderno, levando muito em conta a formatação mental do ser humano.


*Não seria muita especulação afirmar que os problemas de desemprego no mundo resultam em parte das inadequações acima referidas.

Orientação

Proposta da Consorte - continuar oferecendo ciclos de palestras abordando os seguintes temas:

*Assimilando Princípios de Economia

Vale a pena transcrever dois parágrafos do artigo intitulado ¨o intrigante fracasso da ciência econômica¨, publicado pela revista ¨The economist¨ em seu número de 23 de agosto de 1997:


- Por que a ciência econômica não teve melhor resultado ? Os economistas tendem a culpar as pessoas por serem por demais preguiçosas ou estúpidas para entender seus livros didáticos. Existe algo de verdade nesta afirmação. Economia é difícil de ser bem ensinada. Para neófitos, seus princípios básicos apresentam-se surpreendentes e estranhos. E, se por um lado, a maioria das pessoas admite a ignorância em física ou biologia, por outro lado o economista de poltrona (=amador) está convencido de que sabe exatamente do que está falando.

No entanto, a economia como profissão tem muito da culpa. As idéias cruciais sobre o papel dos preços e dos mercados, que são os princípios da microeconomia, estão acima da controvérsia entre os economistas e são as primeiras idéias que os políticos e o público precisam assimilar como condição para que possam refletir inteligentemente sobre política pública, mas o fato é que estas idéias não são largamente entendidas. Entretanto ao considerar tais idéias essenciais como um dado, os economistas passam o tempo polemizando sobre noções muito mais contenciosas, noções estas desenvolvidas de uma forma ou de outra a partir dos mencionados princípios subjacentes. Ao público e seus representantes políticos são oferecidas disputas, que se perpetuam, sobre quais são os efeitos exatos de um aumento na taxa de juros, de uma redução nos tributos sobre os ganhos de capital ou sobre qualquer tópico polêmico. E este público termina concluindo que os economistas discordam sobre tudo e não entendem de nada. Enquanto os economistas preferirem falar alto sobre coisas que eles menos entendem e silenciar sobreas idéias subjacentes que os unem, é pouco provável que mude este estado de coisas.¨(pagina11)

- A consorte propõe-se a incluir em seu ciclo de palestras este tema por partir da tríplice premissa: tema fundamental; inerentemente difícil/desagradável de ser aprendido; e insuficiente/inadequadamente ensinado pelas instituições educacionais.

- A idéia básica é apresentar palestras sobre o tema com um elevado grau de liberdade para enfatizar os tópicos simultaneamente mais relevantes e mais ¨incompatíveis¨ com as predisposições naturais/primitivas da mente humana. Exemplos : ¨compensação eqüalizante¨ versus ¨precificação de mercado¨; ¨a falácia do físico¨ e os preconceitos contra os juros e os intermediários.

* Matemática e Estatística Aplicada ao Cotidiano:

- Prestemos atenção a um programa de matemática do ensino médio .

-1) Conjuntos
-2) Números
-3) Relações e funções : (A) noções básicas de geometria analítica. (B) relações (C) funções .
-4) Função do 1° grau
-5) Função quadrática
-6) Função modular
-7) Função exponencial
-8) Função logarítmica
-9) Funções circulares : (A) introdução à trigonometria (B) as funções circulares (C) relações fundamentais (D) transformações trigonométricas (E) equações trigonométricas (F) inequações trigonométricas (G) funções circulares inversas (H) resolução do triângulo


-10) Progressões
-11) Indução finita
-12) Matrizes
-13) Sistemas lineares: (A) conceitos introdutórios (B) resolução de sistemas lineares (C) classificação dos sistemas quanto ao numero de soluções (D) discussão de sistema lineares (E) a regra de Cramer
-14) Combinatória : (A) aspectos gerais do problema da contagem (B) combinações arranjos, permutações (C) cálculo combinatório (E) exercícios de complementação
-15) Binômio de Newton
-16) Probabilidades : (A) introdução (B) probabilidades em um espaco amostral finito (C) complementos (D) exercícios complementares
-17) Introdução à geometria espacial
-18) Paralelismo e perpendicularismo no espaço : (A) definições e conseqüências (B) teoremas fundamentais (C) existência e construções (D) unicidades (E) aplicações -

19) Prisma e pirâmide : (A) prisma (B) pirâmide
-20) Cilindro, cone e esfera : (A) cilindro (B) cone (C) esfera
-21) Poliedros : (A) diedros (B) triedros (C) ângulos poliédricos (D) poliedros
-22) O ponto
-23) A reta
-24) A circunferência
-25) As cônicas
-26) Polinômios
-27) Limites
-28) Derivadas
-29) Regras de derivação
-30) Estudo da variação das funções
-31) Números complexos
-32) Equações polinomiais

- Respeitando o fato de que a matemática é o tipo de aprendizado que mais exige cumulatividade , isto é, cada tópico aprendido é base e alicerce para o tópico mais avançado seguinte, a Consorte propõe-se a oferecer palestras que (a) recapitulem a base mínima e (b) em seguida selecionem os tópicos que simultaneamente sejam de relevância para o cotidiano das pessoas mas que apresentem dificuldades no sentido já explicado de que a mente humana não está diretamente estruturada para assimilá-los e aplicá-los:

Exemplo 1: Planilha de custos de um comerciante

i) Custo total R$ 80,00
ii) Remuneração esperada R$ 20,00
iii) Alíquota de ICMS sobre a venda : 17%
Problema : qual é o preço final a ser cobrado ?
Resposta freqüente : R$ 117,00 (incorreta)
Resposta correta : R$ 120,48

Formulação errada :

100+17% de 100 = 117
Porém o ICMS é cobrado sobre o preço de venda.
Logo : 17% de 117 = 19,89
Portanto : 117 – 19,89 – 80 = 17,11 que é a remuneração, lamentavelmente inferior à esperada.

Formulação correta:

100 + 0,17x = x
100 = x - 0,17x
100 = x ( 1 - 0,17 )
100 = 0,83 x
x = 100 / 0,83
x = 120,48
Remuneração = 120,48 - 17% de 120,48 – 80 = 19,99 quase 20,00

Exemplo 2: velocidade média


Problema : qual é a velocidade média de um carro que durante a primeira metade de um percurso (distância) movimentou-se a 100Km por hora e durante a segunda metade a 50Km por hora.

Reposta freqüente : 75Km por hora (incorreta)
Formulação errada : (100 + 50 ) / 2 = 75
Formulação correta :
Suponhamos percurso = 100Km ( pode ser qualquer outro )
Velocidade(V) = Distância percorrida(DP) / Tempo(T)
Primeira metade: V1 = DP1 / T 1 = 50Km / ½Hora
Segunda metade: V2 = DP2 / T 2 = 50Km / 1Hora
Percurso total = ( DP1 + DP2 ) / ( T1 + T2 ) = 100Km / 1,5Horas
Ajustando para a base ¨por hora¨ = 66,67Km / Hora

* Natureza Humana e Vida Civilizada:

- Tomemos alguns dados sobre expectativa da vida ao nascer.

- No império romano 1° e 2 ° séculos, era cristã: entre 25 e 30 anos
- Na zona rural da Inglaterra, nos séculos 16,17 e 18: entre 36 e 43 anos
- Nos Estados Unidos em 1920: 54,1 anos
- Em países selecionados, na passagem dos anos 1970 para os 1980

Japão 77 anos
Estados Unidos 75 anos
Reino Unido 73 anos
Brasil 63 anos


Fonte: Kammeyer e Ginn, 1986 ¨An introduction to population¨
the dorsey press

- Em países selecionados, por sexo na passagem do século XX para o séc.XXI

homens
mulheres
Japão
77,8 anos
85,0 anos
Estados Unidos
74,6 anos
80,4 anos
Reino Unido
75,7 anos
80,7 anos
Brasil
64,7 anos
72,6 anos

· Atentemos às afirmações que se seguem :


-¨A partir dos 50 anos, as chances de a brasileira encontrar um parceiro são quase nulas.......o número de homens disponíveis para mulheres dessa faixa etária é de 1,9. Já os cinquentões podem escolher entre 56,7 candidatas.¨ ( revista ¨VEJA¨ de 6/12/1999, com base no estudo ¨pirâmide da solidão¨ idealizado pela demógrafa Elza Berquó do CEBRAP).

-¨Pesquisa realizada pela universidade de Pittsburgh com seus formados constatou que aqueles com 1 metro e 88 cm de estatura ou mais recebiam salários inicias 12% mais altos do que aqueles com menos de 1 metro e 83 cm .¨-¨Pesquisas recentes feitas nos Estados Unidos mostram que 25% de todas as crianças do país passarão parte de sua infância numa família formada a partir de um segundo casamento . E que cerca de 40% das uniões realizadas durantes os anos 90 envolvem pessoas que já haviam sido casadas antes.¨ (Dra. Judith S. Wallerstein terapeuta, autora do livro ¨A Inesperada Herança do Divórcio¨ em entrevista à revista ¨VEJA¨ de 13/12/2000.)

- A indstria da beleza movimenta cerca de 160 bilhões de dólares anualmente no mundo: cuidados com a pele US$ 24 bi; maquilagem US$ 18 bi; produtos para cabelos US$ 38 bi; perfumes US$ 15 bi; cirurgia cosmética US$ 20 bi; outros, inclusive spas, clubes de saúde, pílulas dietéticas, etc.. US$ 45 bi . (revista ¨The economist¨ de 24/05/2003, pg 69 a 71).

· Consideremos finalmente os seguintes fatos e realidades já há muito tempo amplamente divulgados pela mídia:

- Globalização.


- Velocidade do progresso tecnológico, particularmente da tecnologia da informação.


- Proliferação de produtos, acessórios e serviços e seus reflexos no perfil dos mercados de trabalho e na demanda de mão de obra, provocando grandes deslocamentos e , acima de tudo, gerando um grande leque de opções de formações e de combinações de habilidades e aprendizados; fim da formação claramente definida e estática; redução do hiato entre hierarquias de formação.

· Portanto a boa inserção do indivíduo no século XXI, levando-se em conta o exposto nos parágrafos acima, vai exigir do mesmo (a)auto conhecimento e descoberta de propósitos existenciais e vocações, (b) a preparação para construir progressiva e continuamente sua formação a partir de disciplinas,matérias,assuntos constantes de um vasto cardápio e (c) estar sempre atento e alerta às oportunidades de mercado.

· O item (a) do parágrafo acima supõe que se conheça a natureza da espécie humana e é aí que as coisas complicam-se.

- Imaginemos que alguém deseje estudar psicologia como forma de conhecer melhor a natureza humana. Vejamos , no entanto o que dizia E.HEIDBREDER em 1933: ¨.... A psicologia é a ciência que ainda não fez sua grande descoberta. Não encontrou nada que possa fazer por ela o que a teoria atômica fez para a química, o princípio da evolução orgânica para a biologia e as leis do movimento para a física. Nada que dê a ela (psicologia) um princípio unificador foi descoberto ou reconhecido¨.

Em 1989 A.W. STAATS afirmava : ¨Os campos da psicologia desenvolveram-se como entidades separadas, com pouco ou nenhum planejamento quanto às relações entre as mesmas ¨ e também ¨ há inúmeras teorias , grandes e pequenas – fala-se em 100 a 400 diversas teorias psicoterápicas existentes – E cada uma livre para construir uma teoria pessoal sem relacionar seus elementos aos elementos das demais teorias¨.


As afirmações acima constam das páginas 574 e 575 do livro ¨An Introduction to the History of Psycology¨ do professor B.R. HERGENHAHN , escrito em 1997.


Das 10 questões ou perguntas que a psicologia continua a levantar, segundo o citado autor, as duas primeiras são : Qual a natureza da natureza humana ? E como é que a mente e o corpo se relacionam ?
Uma lista das grandes escolas de psicologia nos últimos 120 anos, excluindo as bifurcações e dissidências, inclui : voluntarismo, estruturalismo, funcionalismo, behaviorismo, gestalt,psicanálise, e psicologia humanística.

- A partir do admirável esforço e da coragem de dezenas de brilhantes acadêmicos e pesquisadores, as últimas 4 décadas assistiram ao surgimento e desenvolvimento de uma ciência, ou mais precisamente de um novo enfoque da psicologia chamado de psicologia evolucionista, o qual abordamos a seguir.

· ¨A psicologia evolucionista não é uma área de estudo dentro da psicologia, como a visão, o raciocínio, etc. Trata-se de uma maneira de pensar sobre a psicologia e pode ser aplicada a qualquer tópico¨. ( palavras de Leda COSMIDES, psicóloga e John TOOBY, antropólogo, os quais cunharam o termo ).

- O mesmo casal de cientistas também afirma : ¨.... A mente é um conjunto de máquinas processadoras de informações, máquinas estas que foram desenhadas pela seleção natural para resolver problemas de adaptação enfrentados por nossos ancestrais caçadores-coletores¨.

- O já citado cientista Steven PINKER, em outro dos seus livros (¨Como a mente funciona¨) afirma: ¨...a psicologia evolucionista reúne duas revoluções científicas. Uma é a revolução cognitiva dos anos 50 e 60, do século passado, que explica a mecânica do pensamento e da emoção em termos de informação e computação. A outra é a revolução na biologia evolucionista dos anos 60 e 70, do citado século, que explica o complexo ¨design¨ adaptativo das coisas vivas em termos de seleção entre os replicadores. As duas idéias produzem uma poderosa combinação. A ciência cognitiva nos ajuda a entender como a mente é possível e que tipo de mente nós temos. A biologia evolucionista nos ajuda a entender por que nós temos o tipo de mente que temos¨.

- A psicologia evolucionista nos ajuda a explicar coisas aparentemente imponderaveis do cotidiano : por que um rosto parece mais atraente com maquilagem ? Por que tendemos a pensar que após uma sequência de coroas seja mais provável dar cara ? Por que a idéia de comer vermes e lesmas nos causa repugnância ?

- Outros temas abordados incluem : romance amor e sexo; amizade e inimizade; egoísmo, auto-sacrifício e culpa; status e ascenção social; racismo , xenofobia , guerra; engano, auto-engano e o inconsciente; várias psicopatologias; a freqüente relação de amor e ódio entre irmãos, a inacreditável capacidade dos pais de infligir danos psicológicos nos filhos.

- As palestras sobre o tema único ¨ natureza humana e vida civilizada ¨ poderiam intitular-se ¨princípios ou fundamentos de psicologia evolucionista¨. No entanto como um dos objetivos centrais das palestras é ressaltar o desajuste entre nossa formatação mental primitiva e as exigências e imposições da vida civilizada, achamos que o título escolhido é mais apropriado.

- Finalmente, vale dizer que ao assimilar os fundamentos da psicologia evolucionista o participante das palestras sairá com um grau de entendimento sobre a natureza humana que, estamos convencidos , muito ajudará o mesmo a escolher muito mais realisticamente seus objetivos, propósitos existenciais e profissionais e a melhor administrar suas relações com família, amigos e a vida em geral, muito embora neste processo haja risco de haver percepções e constatações desconcertantes.

* Noções de Nutrição e Medicina: um enfoque evolucionista

· Mais uma vez estamos diante de um tema ( saúde e nutrição ) cuja relevância é tão óbvia que mal precisa ser sublinhada. Lembramos que o aumento da expectativa de vida, ao qual já fizemos referência, tem sido acompanhado pela redução drástica da incidência de determinadas doenças e o aparecimento ou aumento considerável da incidência de outras ( doenças cardio-vasculares, câncer, obesidade etc....).

· Vale a pena citar um estudo sobre o crescente problema da obesidade nos países integrantes da ¨Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento¨ publicado em 15 de dezembro de 2001 pela revista ¨The economist¨ página 80. No estudo, o critério usado para definição de obesidade foi o do índice de massa corpórea superior a 30. Os resultados são apresentados em porcentagem de obesos com relação à população total de cada país. Segue lista dos países mais afetados:

- Estados Unidos acima de 20%
- Grã-Bretanha, Hungria, Austrália, Nova Zelândia: entre 15% e 20%
- Irlanda, Bélgica, Finlândia, Polônia, Portugal, Espanha, República Tcheca, Canadá : entre 10% e 15%

· Estamos mais uma vez diante de um tópico sobre o qual as pessoas têm dificuldades naturais de enxergar sob ângulo verdadeiramente científico. Crenças, superstições e falsas intuições ainda permeiam nossa mente quando se trata de biologia, nutrição, saúde e medicina ( substâncias e essências, a falácia naturalística etc... ).

· Aqui também retornamos ao problema da inadequação do ensino oficial nesta área. A pessoa que não optou por uma formação posterior em ciências biomédicas não será capaz de se lembrar, alguns anos depois, da volumosa quantidade de conhecimentos de biologia ¨ingeridos¨ durante o ensino médio e, o que é pior, não poderá utilizar tais conhecimentos para melhorar seu desempenho ao se deparar com as questões e desafios cotidianos associados a tais conhecimentos ( por exemplo, a polêmica em torno dos alimentos geneticamente modificados ).

· A proposta da consorte, tendo em vista o que acima foi explicado, envolve a abordagem prática e objetiva de tópicos, ligados ao tema em apreciação, tais como: funções, fontes alimentícias e necessidades diárias de carboidratos, proteínas , gorduras , vitaminas e minerais; ingestão, digestão, absorção, e utilização dos nutrientes; metabolismo energético, nutrição e exercício;
Um enfoque evolucionista sobre: o mistério da doença; sinais e sintomas das doenças infecciosas e a corrida armamentista entre hospedeiros e parasitas; toxinas na natureza; o papel dos genes nas doenças; envelhecimento; alergia; câncer etc....

 

 
 
Treinamentos Específicos
 
 

 

Abrangem temas de muita relevância para um número considerável de pessoas, no sentido de que o aprendizado contido nos mesmos atende as necessidades pessoais ou profissionais com elevado poder de alavancagem de capacitação. Por outro lado, a especificidade dos temas faz com que o mercado não disponibilize tais treinamentos ou no máximo o faça de maneira precária.

* Comercialização Externa de Derivados da Cana de Açúcar

· Alagoas é o estado da federação com a maior quantidade de cana colhida per capita : mais de nove toneladas em safra normal. Compare-se com o maior estado produtor do Brasil que é São-Paulo: cerca de cinco toneladas per capita.

· Pernambuco e, principalmente, Alagoas têm aos poucos se tornado exportadores de derivados da cana de açúcar por excelência. No caso de Alagoas, as exportações de açúcar e álcool representaram cerca de ¾ da receita líquida resultante da produção conjunta destes produtos.

· Apenas os dois conjuntos de dados acima sublinham claramente (A) a importância das atividades sucro-alcoleiras no estado, como também (B) o crescente peso das exportações dos derivados da cana na geração de receita, renda e emprego nesta unidade da federação.

· Um grande número de atividades econômicas está ligado direta ou indiretamente à comercialização externa dos derivados já referidos : não somente a produção, o transporte, a armazenagem, mas também os financiamentos bancários específicos de exportação, operações portuárias, agenciamento marítimo, análises laboratoriais, supervisão de embarque, controle de qualidade, departamentos e setores de comercialização propriamente dita, assim como setores jurídicos contábeis e tributários.

* Inglês Estrutural e Comunicativo

· Façamos um quadro comparativo do numero de flexões que um típico verbo regular sofre nas línguas inglesa, alemã e portuguesa do Brasil:

INGLÊS

1
OPEN
2
OPENS
3
OPENED
4
OPENING

ALEMÃO

1
FRAGEN
7
FRAGTE
2
FRAGE
8
FRAGTEST
3
FRAGST
9
FRAGTEN
4
FRAGT
10
FRAGTET
5
GEFRAGT
11
FRAGEND
6
FRAG !

PORTUGUES (do Brasil)

1
CORRO
19
CORRERIA
37
CORRERA
2
CORRES
20
CORRERIAS
38
CORRERAS
3
CORRE
21
CORRERÍAMOS
39
CORRÊRAMOS
4
CORREMOS
22
CORRERIAM
40
CORREIS
5
CORREM
23
CORRA
41
CORRESTES
6
CORRI
24
CORRAS
42
CORRÍEIS
7
CORRESTE
25
CORRAMOS
43
CORRÊREIS
8
CORREU
26
CORRAM
44
CORREREIS
9
CORRERAM
27
CORRER
45
CORRERÍEIS
10
CORRIA
28
CORRERES
46
CORRAIS
11
CORRIAS
29
CORRERMOS
47
CORRERDES
12
CORRÍAMOS
30
CORREREM
48
CORRÊSSEIS
13
CORRIAM
31
CORRESSE
49
CORREI
14
CORREREI
32
CORRESSES
13 literário/arcaico
15
CORRERÁS
33
CORRÊSSEMOS
16
CORRERÁ
34
CORRESSEM
17
CORREREMOS
35
CORRENDO
18
CORRERÃO
36
CORRIDO
USUAL

· Nos últimos 30 anos houve incrível progresso no conhecimento sobre o processo de aquisição da linguagem.

- Os seres humanos falam cerca de seis mil línguas ininteligíveis entre elas. No entanto a programação gramatical nestas línguas difere muito menos do que as falas produzidas pelas mesmas. Todas as línguas podem exprimir os mesmos tipos de pensamentos: a Bíblia já foi traduzida para centenas de línguas não ocidentais; durante a segunda guerra mundial a marinha norte-americana utilizou a língua dos índios Navajos para comunicar mensagens secretas no Pacífico.

- Apesar da imensa variabilidade, a linguagem apresenta todas as características de uma propensão biológica, instinto, ou melhor ainda, conjunto de mecanismos mentais típicos da espécie humana. O grande lingüista Noam Chomsky sugeriu que as línguas são variações em torno de um único padrão que ele chamou de Gramática Universal. Em português e inglês verbo vem antes do objeto (¨beber cerveja¨) e a preposição antes da locução preposicional (¨na garrafa¨). Em japonês diz-se ¨cerveja beber¨, isto é, o verbo vem depois do objeto, assim como em alemão quando o verbo está no infinitivo. E em japonês a preposição vem depois da locução preposicional (¨a garrafa em¨). Como se vê trata-se fundamentalmente de variações de colocação na estruturação das frases em termos de posição do núcleo e de seu complemento. Das 128 maneiras logicamente possíveis de se ordenar núcleos e complementos, 95% das línguas usam duas alternativas: do tipo inglês/português ou do tipo japonês / alemão (parcialmente). Resumindo : a uniformidade estrutural mais profunda das línguas é um dos aspectos que sugerem ser a linguagem tipicamente um mecanismo mental da espécie humana por debaixo das diferenças culturais superficiais.

- Os bebês são muito mais sensíveis aos sons da voz humana de que qualquer outro som; com dois meses de idade começam a diferenciar sons considerados próximos mas distintos. Aos poucos o bebê começa a distinguir os ¨fonemas¨, que são sons contendo diferenças de significado, da língua falada ao seu redor e competentemente perceber as diferenças e contrastes. A princípio um grande número de sons lingüísticos são captados (contrastados), mas a partir dos seis meses a criança começa a ignorar os sons que não representam contrastes fonêmicos na sua língua. Um dos traços diferenciadores de uma língua em relação a outra é que as duas possuem conjuntos diferentes de fonemas. O inglês britânico oficial possui cerca de 34 fonemas; O português do Brasil cerca de 37. È difícil distinguir sons que não representam contrastes fonêmicos na sua língua. Isto explica o sotaque típico de um estrangeiro tentando falar nossa língua. Um caso muito conhecido é o da língua japonesa em relação a ¨R¨e ¨L¨.

-A incrível capacidade de lidar com os fonemas próprios de sua língua faz com que as crianças progridam para o uso de sílabas e, antes de um ano,já comecem a lidar com palavras. Estima-se que no segundo ano de vida já esteja absorvendo palavras à taxa de uma a cada duas horas de modo que ao entrar no ensino básico o adolescente já conhece cerca de 13.000 palavras. Ao concluir o ensino médio o vocabulário de um estudante já está na casa das 45.000 a 60.000 palavras. A velocidade com que o cérebro acessa o significado das palavras é simplesmente impressionante, conforme os dados abaixo:


- Para entender a palavra ouvida : um quinto de segundo


- Para entender a palavra escrita : um oitavo de segundo


- Lembrar-se da palavra que dá nome a um objeto : um quarto de segundo e mais um quarto de segundo para programar o posicionamento da boca e da língua para pronunciá-la.

- Resumindo sobre o processo de aquisição da linguagem podemos dizer que a mesma baseia-se em uma gramática combinatória destinada a comunicar um numero ilimitado de pensamentos. As pessoas utilizam a linguagem em tempo real através da interação de dois mecanismos: um de busca de memória (escolha das palavras) e outro de aplicação de regras (gramaticais).
Tudo isso é implementado numa rede de regiões localizadas no centro do hemisfério esquerdo do cérebro, capazes de coordenar memória, planejamento, significado das palavras e gramática. A linguagem se desenvolve durante os três primeiros anos de vida, numa seqüência que vai do balbuciar as palavras, incluindo o excesso de aplicação de regras (ex: ¨ele trazeu¨ etc..). O instinto da linguagem evoluiu a partir de modificações no aparelho fonatório e nos circuitos cerebrais que tinham outras funções nos ancestrais primatas porque tais modificações permitiram aos nossos ancestrais prosperarem em meio a um estilo de vida pleno de interconexões sociais e rico em conhecimentos.
Tudo indica que a linguagem tem um período crítico de aprendizagem e que após a puberdade ocorre uma impermeabilização progressiva aos mecanismos de reconhecimento de diferenças fonémicas, de sintonização do aparelho fonatório e de dedução das regras gramaticais.

- O inglês é uma língua da família indo-européia, ramo germânico. Sua fonte mais antiga é o germânico, língua falada pelos anglo-saxões, povos que se estabeleceram no leste e sul da Inglaterra a partir do século V e que deslocaram os Celtas para o oeste. A segunda grande influência sobre o vocabulário do inglês foi a língua dos Vikings, invasores escandinavos nos séculos IX e X da era cristã, cuja língua guardava certa semelhança com a língua dos Anglo-saxões, por pertencer ao mesmo ramo. Finalmente em 1066 Guilherme, o Conquistador, duque da Normandia, foi coroado rei da Inglaterra e durante os 200 anos que se seguiram o francês foi a língua dos aristocratas, dos tribunais e do clero naquele país, trazendo uma influência transformadora.
Esta mistura dos povos conquistadores e suas línguas – germânico, escandinavo e românico – teve um efeito determinante sobre as formas das palavras do inglês moderno.


- Pode-se dizer, em termos gerais, que o inglês não é uma língua que apresente maiores dificuldades no seu aprendizado , salvo com relação à fonética. Porém, por ser uma língua do ramo germânico guarda estruturas e formas que dificultam - para os falantes de outros ramos, por exemplo de línguas românicas, como é o caso do português – o domínio correto da mesma.

- As listas de flexões dos verbos apresentadas anteriormente trazem à tona uma das diferenças marcantes entre a língua inglesa e a portuguesa (no caso, do Brasil). O reduzido número de flexões verbais dá uma impressão enganosa ao estudante, pois na verdade o verbo talvez seja a parte da língua inglesa que mais confunde aquele que a estuda como língua estrangeira. Há muitos tempos verbais e muitas vezes não é tão fácil distinguir o sentido de um certo tempo do sentido de outro. São usadas muitas palavras na composição dos verbos (auxiliares e modais), para compensar as limitação no número de flexões.

Enquanto na língua portuguesa temos paradigmas para identificar a palavra como verbo ( 1a conjugação AR , 2a conjugação ER e 3a conjugação IR ), fenômeno encontrado em outras línguas românicas como o francês e também em alemão onde a maioria dos verbos, tanto no infinitivo como em varias desinências terminam em EN e todos em N, no inglês isto não existe, ou seja , uma determinada palavra não tem ¨cara¨ de verbo e o pior é que muitas palavras em inglês podem ser verbos ou substantivos como AIM, ANSWER e FALL. Em outras há apenas uma diferenciação fonética como EXCUSE e HOUSE ou como em ACCENT ADDICT e DISCOUNT. Talvez a ilustração máxima seja a palavra MEAN :


- Como verbo = ter como intenção, significar, querer dizer;


- Como adjetivo = baixo, vil, desprezível, ignóbil, médio;


- Como substantivo no singular = média aritmética;


- Como substantivo no plural (porém o artigo pode ficar no singular)= meio, recurso,maneira, riqueza.

-Embora o padrão típico da ordem das palavras em inglês seja como em português sujeito – verbo – objeto , é preciso aprender a construir as frases a partir da combinação e colocação correta dos elementos que compõem as locuções substantivas, preposicionais e verbais. No caso das locuções verbais, há cinco macrotipos, que se desdobram em diversos sub tipos os quais podem ir, segundo o grau desejado de decomposição de 40 a 51.


É muito importante evitar fazer inferências com base no padrão lingüístico nativo. Por exemplo: ele me mostrou o caminho é compatível com he showed me the way mas ele me explicou o problema não é compatível com *he explained me the problem , pois em inglês o verbo explain exige que o objeto indireto seja antecedido da preposição TO, de tal forma que o correto é dizer he explained the problem to me, nesta ordem.

-A proposta da consorte com este tema único é oferecer aos interessados, que já possuam um conhecimento razoável da língua inglesa, uma perspectiva ou enfoque:


- Que coloque em evidência as formas e estruturas;


- Que simultaneamente transmita significados, usos e situações associados a tais estruturas;


- Que destaque os pontos ou problemas específicos da língua inglesa para um estudante lusófono.

- O seguintes autores e respectivas obras serviram de subsídio para o conteúdo do texto acima:

- Barkow J.H., Cosmides L. and Tooby J.
*The adapted mind , 1992
- Gaulin S. and McBurney D.
*Psycology= an evolutionary approach , 2001
- Pinker S.
* The blank slate , 2002
* How the mind works , 1997
* Words and rules , 1999
- Salles R.
* O legado de babel: as línguas e seus falantes , 1993
- Boyne M. and Lepan D.
* Common errors in English , 1995
- Close R.
* A reference grammar for students of English , 1975
- Luft C.
* Moderna gramática brasileira , 1974
- The Concise Oxford Dicionary Of Current English
* Edited by Della Thompson , 1995

* Francês para Conversação

· O francês faz parte das línguas românicas ou neolatinas e para o falante do português não apresenta maiores dificuldades estruturais. No entanto, como toda língua estrangeira apresenta peculiaridades e contrastes que devem ser aprendidos e praticados, como condição para o falar inteligível e correto.

· Este tema único será oferecido àqueles que já possuem uma boa base da língua francesa, mas que se ressentem da ausência de contato com um vocabulário mais amplo, ou melhor com linguagens variadas do cotidiano e da vida social. Portanto as palestras serão centradas em artigos de revistas, livros, jornais, programas de televisão, música, abrangendo os temas mais variados tais como política, legislação, economia, finanças e negócios, tecnologia, ciências, livros e autores, etc..Neste processo serão feitas digressões para destacar aspectos estruturais da língua como as partículas y e en., as dificuldades entre de, à e en; o problema da utilização de ce, ça, cela, c´, ceci, c´ est versus il est; A inexistência de modo tempo como o futuro do subjuntivo e o imperfeito do subjuntivo cuja função em francês é desempenhada pelo chamado futuro do indicativo e pelo pretérito imperfeito respectivamente : * Quando eu poderei e * Se eu podia.

* Alemão para Principiantes

· Em sua obra aqui citada, Ricardo Salles afirma : ¨As línguas germânicas representam um conjunto de línguas da família indo-européia (formando assim um ramo).... São em número de onze as línguas germânicas modernas.......assim divididas, segundo a classificação de Müllenhof: a) ocidentais : inglês, frísio, holandês, africânder, alemão e iídiche ; b) setentrionais, nórdicas ou escandinavas : islandês, norueguês, sueco, dinamarquês e feórico.¨.
O alemão pertence portanto ao ramo germânico ocidental e é falada por mais de cem milhões de pessoas como língua materna na Alemanha, Áustria, nordeste da Suíça, Liechtenstein e em enclaves no leste da França, na Itália, Bélgica, Dinamarca, Polônia , Ex-União Soviética, Luxemburgo, Romênia, Hungria, Republica Tcheca, Ex-Iugoslávia e países de imigração como Canadá, os Estados Unidos, Argentina, Brasil, Chile e Paraguai.

· Este tema único dirige-se às pessoas que apesar de terem muita vontade ou muita necessidade de aprender alemão, inibem-se diante da reputação da língua de ser dificílima.
O enfoque será funcional\nocional, ou seja, parte-se de grandes áreas temáticas do tipo ¨como expressar pedidos, ofertas, sugestões, desejo de fazer algo; como descrever-se para outras pessoas, como descrever e caracterizar terceiros e neste processo introduzem-se situações do cotidiano e estruturas gramaticais. Mais uma vez vale lembrar que será dada muita ênfase aos aspectos estruturais que não encontram equivalentes idênticos ao português do Brasil como é o caso quando se deseja exprimir uma ação durativa num momento rigoroso. Por exemplo estou trabalhando , em alemão só existe a possibilidade eu trabalho acompanhada de adjunto que exprima o chamado aspecto verbal como agora, neste momento, por enquanto, etc....

· Uma das grandes vantagens que a língua alemã oferece é a estabilidade fonética em relação à caligrafia. Pode-se afirmar que ao se conhecer o som de determinada sílaba em determinado contexto, o mesmo pode ser facilmente generalizado para situações semelhantes. Neste ponto a língua inglesa é um horror já que uma letra, por exemplo, U assume fonemas diferentes nas seguintes palavras CUP , BUSY , BURY , HUGE , FULL , e JUICE. Assimilar a fonética do alemão definitivamente não é um problema